Adolescente autista era subestimado na infância. Doze anos depois, é estudante de mestrado em Física Quântica.
Mesmo às vezes sem querer, nós professores, não percebemos quando subestimamos a capacidade intelectual dos nossos alunos. Inconscientemente julgamos erroneamente quando dizemos que não conseguem encontrar uma solução para um determinado problema proposto em sala de aula. Este contexto pode ser aplicado de maneira muito mais ampla.

Já fui surpreendido várias vezes por meus alunos, não por os subestimarem, mas apenas por desafiarem. Certa vez já fui surpreendido quando propus uma atividade em sala de aula, e, para minha alegria, os resultados foram muito bons. 

Seja em um simples ou complexo exercício matemático, subestimar pode trazer um fruto benéfico - a motivação. Claro, não podemos generalizar desta forma, mas, geralmente em ramificações das ciências exatas, isto funciona muito bem.

A minha surpresa, nem de longe se compara ao jovem prodígio que descrevo logo a seguir (opa, estou subestimando? risos).

Nunca subestime a capacidade intelectual do seu aluno

Recentemente, li no BCCnews, a história de um adolescente que foi diagnosticado com autismo aos 2 anos de idade. Disseram que ele nunca seria capaz de ler e nem amarrar os próprios sapatos, porém, tem sido apontado como um futuro vencedor do prêmio Nobel. Doze anos depois, Jacob Barnett é estudante de mestrado, um futuro PdH em Física Quântica e com um QI de 170.

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Incrível, não?! Será que estes também foram subestimados?

Até mesmo grandes cientistas foram descreditados, uns de forma mais indireta, outros através de sofrimento moral e físico, como Galileu Galilei, que apenas defendia sua teoria heliocêntrica. Muitos foram "caçados" pelos tribunais da inquisição, mas não se deixaram abater. Estes revolucionaram o curso da história da humanidade.

O caso mais famoso é o de Albert Einstein. O físico e cientista alemão não falava até os quatro anos e só começou a ler depois dos sete. O gênio já foi expulso da escola e seu professor o descreveu como mentalmente lento e não sociável. E em 1895 não passou nos teste de admissão da Eidgenössische Technische Hochschule (ETH), pois foi reprovado em humanidades. Subestimado no meio científico, durante sua carreira desenvolveu a teoria da relatividade, conquistou o Prêmio Nobel de física em 1921 e mudou a história da física moderna. Hoje, seu nome é sinônimo de inteligência.

O mais simples elogio que pode ser feito para um aluno (a), traz consequências tão boas que marcam a sua vida escolar e os motivam.

Fonte de apoio: Examehypeness e Time.

Conteúdos:


Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

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