Neste post escrevi um pouco sobre minhas impressões superficiais, pois não sou um expert e crítico de cinema, sobre o filme The Theory of Everything (Título adaptado para o Brasil: A Teoria de Tudo). Por que? Porque adoro cinema, e quando abordam temas ou são cinebiografias de matemáticos, físicos, grandes cientistas, meu gosto triplica e fico ansioso para assistir.
Neste post escrevi um pouco sobre minhas impressões superficiais, pois não sou um expert e crítico de cinema, sobre o filme The Theory of Everything (Título adaptado para o Brasil: A Teoria de Tudo). Por que? Porque adoro cinema, e quando abordam temas ou são cinebiografias de matemáticos, físicos, grandes cientistas, meu gosto triplica e fico ansioso para assistir.

Raramente me atrevo a escrever sobre filmes, porém tentei com este, pois não se trata apenas de uma superação intelectual. Não julgue o título desta postagem como uma crítica. Você não lerá nenhum tipo de crítica aqui. Não contém spoilers.

Costumo não ler sobre críticas de especialistas em Cinema, sobre os filmes que já assisti, mesmo que sejam filmes que não gostei tanto ou que gostei demais. A razão para isso é que apenas quero ter minha própria impressão e não enxergar o filme sob um ponto negativo ou mesmo que positivo de outra pessoa, que enxerga o filme de uma forma totalmente técnica.

A Teoria de Tudo: Mais humanidade e menos Ciência
Imagem: people.com

Quando assisti o trailer de A Teoria de Tudo, fiquei bastante empolgado. Às vezes, um bom trailer faz isso com o espectador ansioso, louco para assistir sobre a vida de um gênio.



A última vez que me senti assim com um filme, foi quando assisti A Beautiful Mind (Uma Mente Brilhante, de 2001), que até a semana passada era o filme que mais gostei de assistir, o que mais me emocionou. Claro, os filmes com temas ligados a Astronomia e Matemática sempre me cativaram, em relação aos outros filmes.

Hoje, A Teoria de Tudo, cinebiografia de um gênio cientista britânico que não teve uma vida fácil - Stephen Hawking, superou essa minha expectativa, e me fez chorar umas quatro vezes e rir várias vezes também.

Post adaptado para o BrasilUm dos posts originais

O melhor filme que já assisti

O filme foi baseado no livro Traveling to Infinity: My Life with Stephen de Jane Hawking, ex-esposa do cosmólogo britânico, e roteirizado por Anthony McCarten.

Não é preciso ler o livro escrito por Jane, para entender que o filme não retratará a vida de Hawking em 123 minutos de pura teoria de Física Quântica. O que me atraiu por este filme, foi o oposto disso, mesmo que tenham cenas cujas falas, me deixa arrepiado só de relembrar. Vou citar uma, acho que não vale como spoiler né!

Provar, com uma só equação, que o tempo teve seu início (...) Uma única equação, simples e elegante para explicar tudo [Hawking]

O filme não pretende apenas mostrar o cientista genial, mas, acima de tudo o cientista humano, com suas limitações intelectuais e motoras, sendo esta uma das suas maiores batalhas -  a esclerose lateral amiotrófica.

Mostrar sua notoriedade em relação as suas teorias de expansão do universo, buracos negros ou em sua "descrença" em um deus; na maioria do tempo do filme, seria um erro óbvio demais. Gostei do desenrolar do roteiro aliado à busca pelo equilíbrio, entre mostrar sua vida pessoal e sua genialidade.

Não sei dizer se o roteiro foi tão fiel ao livro, mas me surpreendi ao perceber o senso de humor que Hawking lidava com as situações em sua volta, até mesmo com a doença que o paralisou.

Em 2014, Hawking criou uma página no Facebook e isso foi comemorado por milhões de pessoas. Até curti a página, mas não acompanhava de perto. Mas não é que ele é bem humorado mesmo. Veja a publicação abaixo, sobre aquela campanha do balde de gelo.



A Teoria de Tudo é o melhor longa que já assisti até hoje, a não ser que The Imitation Game (O Jogo da Imitação), outra cinebiografia de um grande matemático (que ainda não assisti), mude essa posição. Ambos os filmes são indicados ao Oscar 2015, que acontecerá em  22 de fevereiro.

Atualização: A Teoria de Tudo levou dois Oscars, melhor ator para Eddie Redmayne e melhor roteiro adaptado.

A Teoria de Tudo levou o Globo de Ouro 2015 nas categorias melhor trilha sonora e melhor ator. Logo abaixo uma foto de Stephen Hawking com o brilhante ator Eddie Redmayne, que o  interpretou genialmente.



Veja outros filmes com temas matemáticos aqui no blog.

Conteúdos:


Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

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4 comentários:

  1. Edigley!

    Mês passado assisti este filme. Procurei escrever no meu perfil no Facebook sobre o que me veio sobre ele, assim que o assisti... E repito parte aqui também:

    A TEORIA DE TUDO

    Não vou discutir Ciência ou Religião, mas a beleza deste filme,... lindas imagens, os dramas, sentimentos, a luta pela vida, a própria vida um desafio à Ciência, o gênio bem humorado, a devoção,... O perceber de que os problemas podem ser tão pequenos quanto queiramos, quase como uma teoria física... (É o que vi, que senti).

    I liked this movie!

    Que bom que encontrei mais alguém que gostou muito do filme!

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    Respostas
    1. Charles,

      Você fez uma ótima descrição. Tenho certeza que se emocionou muito também. Este pequeno texto que escrevi seria publicado na página do blog, mas daí foi ficando um pouco longo para a página. Por isso que o trouxe para o blog.

      Às vezes pensamos em desistir por causa dos problemas que afligem os nossos dias. E, às vezes, esquecemos que nossos problemas são ínfimos perto de um problema físico tão complexo.

      Obrigado pelo comentário.

      Um abraço!

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