A palestra trás questionamentos incríveis e faz repensarmos sobre nossas práticas docentes.
A minha formação como professor de Matemática foi satisfatória? Não! Poderia ser melhor. A formação de alguns professores que trabalham com a formação de futuros professores deixam a desejar. E isso também reflete na qualidade do ensino no país.

Discutir o ensino no Brasil é mais complexo do que resolver equações diferenciais. E formação de professores nem se fala. Reflito muito sobre isso e nas maioria das vezes chego a pensar em desistir, não por não ser capaz, mas pela incapacidade do estado em desistir facilmente de suas prioridades.

Debate e mais debates se acumulam com o tempo e os resultados continuam os mesmos. No artigo Professora, estou pensando em desistir. É melhor mesmo!, escrevi um pouco sobre o assunto, nada profundo e sem pesquisas científicas, porém é a minha visão do que enxergo nesse campo atualmente.

O que podemos fazer? Aqui vai a resposta que sempre ouvi de um dos meus orientadores: dê a sua contribuição! Mesmo que ela seja pequena. É o que tento dentro das minhas possibilidades.

O objetivo dessa postagem é de compartilhar uma ótima palestra que acabei de assistir do professor Humberto Bortolossi no Colóquio do Instituto de Matemática e Estatística do IME. Ela foi gravada e está disponível no Youtube.

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A palestra trás questionamentos incríveis e faz repensarmos sobre nossas práticas docentes.

A formação nas universidades do professor de Matemática para a escola básica: o que é realmente preciso e prioritário? [vídeo]

Algumas citações no primeiro link da postagem:

O que faz a diferença numa boa formação de professores é que ela seja contínua e acompanhe a prática. As faculdades se dedicam muito a passar teorias, mas acabam se afastando da prática. [Mila Molina, coordenadora de projetos da área de formação de professores da Fundação Lemann]

No Brasil tudo é complicado. Minha prática de sala de aula tive que aprender quando comecei dar aula. Pois, na universidade fica-se com a teoria, pois é mais fácil. Como que os professores da graduação e pós-graduação de nossas universidades "são professores para formar professores" se muitos nunca pisaram na sala de aula? Não sabem o que é dar aula para adolescentes e jovens. Nos concursos nem se pede experiência de sala de aula. Conta-se apenas títulos e a prática fica em 2º plano. [Comentário de Angélica em Formação de professor boa é contínua e prática]

Não adianta reformular os currículos dos cursos de pedagogia ou licenciaturas, se a própria postura e concepção dos professores formadores dentro das universidades não mudar. [Anna Helena Altenfelder, superintendente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária)]

Há uma pedagogia dentro da universidade que precisa ser refeita e aberta. Há formadores fechados, achando que ainda cabe ensinar dentro do modelo que aprenderam. [Pesquisadora Valeska Maria Fortes de Oliveira, da ANPEd]


Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

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