A segunda parte sobre as tecnologias que estarão presentes (ou já estão) nas salas de aulas e que serão utilizadas por professores e gestores educacionais em um futuro próximo, estão destacadas neste artigo. Leia sobre a utilização de computadores invisíveis, linguagem corporal, realidade aumentada, entre outras tecnologias.
A segunda parte sobre as tecnologias que estarão presentes (ou já estão) nas salas de aulas e que serão utilizadas por professores e gestores educacionais em um futuro próximo, estão destacadas neste artigo. Leia sobre a utilização de computadores invisíveis, linguagem corporal, realidade aumentada, entre outras tecnologias.

Caso não tenha lido o primeiro artigo, leia-o agora.

2. Computador invisível

Lembro-me quando surgiram os primeiros computadores touchscreen, eram telas imensas apoiadas em uma mesa. Naquela época (não faz muito tempo assim) já era motivo de admiração, pelo o caminho que a tecnologia avançou tanto. Hoje, os smartphones e tablets reinam no mundo do touchscreeen. Muitas aplicações foram desenvolvidas para este tipo de tecnologia, e que são empregadas no ambiente do entretenimento e na educação não seria diferente. E onde entra o computador invisível nesta história? 

Novas tecnologias estão surgindo neste meio tempo, como por exemplo as telas flexíveis composta de circuitos de grafeno (derivado do grafite) e as antenas wi-fi invisíveis. O uso de grafeno em telecomunicações pode acelerar as velocidades de internet em até 100 vezes. A longo prazo, a aplicação desta tecnologia pode mudar a forma como utilizamos nossos smartphones, notebooks e tablets. Objetos normais do nosso dia a dia como uma vidraça, uma lousa, uma mesa, poderá se transformar em um computador. 

Não sou nenhum futurólogo da tecnologia, mas acredito que tecnologias como estas receberão uma atenção especial e podem ser implementadas em escolas e universidades futuramente.


Embora algumas escolas estão a equipar os alunos com tablets para facilitar a sua aprendizagem, o dispositivo ainda se apresenta como uma barreira, uma vez que poderia ser uma distração para alguns alunos. O que acontece com os alunos neste cenário? Lopez-Valcarcel propõe um futuro com computadores invisíveis, onde os objetos da sala de aula, como uma mesa, servirá como um computador e todos os dados estão disponíveis sempre que necessário. Os professores podem dar atribuições aos alunos e não se preocupar com o aluno não ter sido informado sobre isso.

3. Organismo de avaliação da linguagem corporal

Avaliar o estudante somente através de recursos escritos, não será a única forma de compor uma nota e assim afirmar se o aluno está apto ou não a concluir uma série/ano. Além de outros mecanismos adotados por psicólogos e pedagogas, no futuro, Lopez-Valcarcel propõe que os professores usam avaliação de linguagem corporal. Através de expressões corporais, será possível identificar se um aluno está ou não absorvendo determinado conteúdo. Este organismo de avaliação observa, quanto as capacidades motoras e intelectuais, identificando a área mais precária de cada aluno.

Organismo de avaliação da linguagem corporal

Se um aluno está escrevendo lentamente, ele mantém sua testa franzida. Olha fixamente para determinado ponto, mostra que está lutando para aprender. Ao tornar-se consciente, o professor pode parar e explicar as coisas ainda antes de ir para um novo tópico ou encerrar a discussão.

Estes sinais de linguagem corporal podem ser identificados pelo próprio professor ou através de softwares inteligentes, que reconhecem as expressões faciais ou do resto do corpo. Equipamentos como o Knect, entre outros, podem trazer excelentes respostas.

Reconhecimento de gestos é uma aplicação da área de visão computacional na qual se utiliza um conjunto de técnicas de processamento de imagens e de análise de séries temporais para fazer com que o computador "entenda" um gesto capturado por uma webcam. [Wikipédia]

4. Professores robôs

Acredito que nada substituirá o professor. Utilizar robôs em sala de aula parece uma ideia futurista demais e até inviável do ponto de vista da relação professor x aluno. Há alguma vantagem de utilizar um robô em vez de um professor humano? Quem controlará o robozinho? Claro, o professor. Inicialmente esta aplicação entra em uso para ajudar estudantes em sala de aula, quando o professor não pode estar fisicamente na escola ou universidade.

Professores robôs

De qualquer forma esta tecnologia já é utilizada na Coréia, por falta de professores de Inglês. As salas de aula foram equipadas com robôs que facilitam aprendizagem da língua. Leia Coreia do Sul: robô substitui professor em sala de aula publicado em 2010 no portal Terra e saiba mais sobre esta aplicação.

5. Cursos online, professores online

A quantidade de ambientes que oferecem cursos online gratuitos ou pagos é imensa e a cada dia só cresce. A comodidade e o nível de conhecimento que pode ser adquirido é uma das vantagens.

A Universidade de Harvard e o Massachussets Institute of Technology (MIT), duas das mais renomadas instituições de ensino dos Estados Unidos, firmaram uma importante parceria para promover o ensino on-ine: a plataforma edX. [Labssj]
O Google iniciou uma parceria com a EdX, a plataforma fundada pela Harvard e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), para desenvolver um site de educação online. A ideia é que qualquer pessoa consiga criar cursos e estudar via internet. [Olhar Digital]

Cursos online (professores online)

Alguns cursos oferecem apenas listas de leitura que você precisa para estudar e fazer um exame, enquanto outros têm vídeos que os alunos possam fazer o download.

Outra ótima opção é criar um canal de ensino no Youtube. O canal Matemática Rio, criado pelo professor carioca Rafael Procópio, é um bom exemplo. O canal não propõe essa ideia de curso online, mas de qualquer forma são mini aulas mostrando a Matemática por trás no nosso cotidiano. Apenas um aperfeiçoamento, e facilmente pode-se transformá-lo em um ambiente de curso online dedicado à Matemática. Há muitos outros canais que se dedicam a isso.

Segundo Lopez-Valcarcel, o que o futuro nos reserva é uma matriz de professores globais. Os professores que dão os seus conhecimentos online, ou via streaming ao vivo. Isto significa que os melhores professores estarão disponíveis para qualquer um no mundo, estes professores deixarão de ser confinados em escolas e universidades.

Algumas plataformas das quais podem ser amplamente utilizadas no contexto educacional:

6. Social Learning

Quase todas as pessoas estão em algum tipo de plataforma social. Há o Facebook, LinkedIN, Twitter, Flickr, Google+ e muitas outras redes. Adolescentes usam para comunicar sobre qualquer coisa que está acontecendo em vários aspectos de suas vidas. Alguns usam as redes sociais para pedir aos seus colegas se existem atribuições, ou se eles têm alguma dúvida a respeito de um projeto. É possível extrair conhecimento e realmente aprender nas redes sociais?

Social Learning


Os educadores poderiam tomar as mídias sociais e usá-la para entregar material didático para os alunos, incentivando a aprendizagem na sua coletividade, através de debates em grupo aberto ou fechado. A criação de um blog privado para uma disciplina ou turma é uma das melhores possibilidades. Particularmente adoto essa ferramenta para o meu dia a dia com os meus alunos.

Leia o artigo sobre Social Learning no dia a dia dos usuários, escrito por Bruno de Sousa em www.educamovel.org. Durante a elaboração deste artigo, acabei encontrando o livro Mobile Learning, também escrito por Bruno. Li e recomendo que faça o mesmo. O e-book custa apenas R$ 3,00.
De todas as tecnologias destacadas desde o primeiro artigo, esta é com certeza a que carrega as teorias mais futuristas, dignas de filmes de ficção científica. A realidade aumenta, a longo prazo, poderá ser uma tecnologia maravilhosa aplicada no ambiente educacional. Mas o que é realidade aumentada?

Melhor do que uma explicação, é o vídeo logo abaixo. Assista e entenda um pouco sobre realidade aumentada.


[Vídeo em Como funciona a realidade aumentada em TecMundo.]

No futuro, livros didáticos ou técnicos trarão em seu currículo, elementos que fazem a aplicação da realidade aumentada.


O dispositivo mais famoso do momento é o Google Glass. Se não ouviu sobre ele, assista esta playlist de vídeos.


[Mais vídeo no canal do Google Glass no Youtube]

Aproveite e leia o artigo 6 aplicativos gratuitos para experimentar a realidade aumentada (em inglês traduzido com o Google Tradutor) em seu iPhone.

Um dos aplicativos é o Teodolito, do qual encontrei uma versão para Android muito boa e gratuita. Clique nas imagens para instalar o app ou digitalize o QRcode com seu leitor de barras preferido.





Para encerrar, publico um comentário/opinião de uma especialista no assunto. Em contato com a Daniele Júlia, Pedagoga Especialista em Gestão de Instituições Educacionais e em Tecnologias Educacionais, através do grupo Educação Matemática, ela respondeu meu questionamento sobre novas tecnologias que poderão ingressar no ambiente educacional.

Acredito que o que temos ao alcance em pouco tempo e que é de utilização relevante hoje nas escolas são os tablets, celulares e smarts, pois estão sendo utilizados em todas as classes sociais. E de fácil aquisição para redes públicas. Com esses dispositivos é possível navegar, interagir, comunicar, informar, compartilhar, colaborar, filmar, fotografar, criar... O que é necessário ainda é despertar esse olhar no professor e que esses aparelhos sejam vistos como tecnologias portadoras de importantes mídias, ferramentas e recursos que podem enriquecer e se tornar aliadas do processo educacional se realizada de forma planejada, envolvente e motivadora para os alunos, inserindo-os em projetos dentro do currículo e que o aluno seja o protagonista da aprendizagem, não como centro, mas como cocriador na construção de conhecimento.
Nesse contexto acredito que os ambientes colaborativos tanto criados para isso como os já em uso, como as próprias redes sociais podem ser aliadas desse processo, Facebook, Google mais, com seus Hangouts, ferramenta de conversação através de vídeo conferência que possibilita a conexão de várias pessoas ao mesmo tempo, disponível gratuitamente; além do Skype, entre outros.
A médio prazo, creio na melhoria do serviço de banda larga para democratizar o acesso dentro das escolas e em outros espaços públicos para que o uso de dispositivos e aplicativos móveis sejam facilmente utilizados em qualquer ambiente, possibilitando maior velocidade no compartilhamento de descobertas, de forma síncrona.
A longo prazo, os conteúdos abertos em espaço de cocriação são fundamentais para a pesquisa, avaliação, debate, interpretação, organização e correção de ideias e textos em parceria e colaborativamente, é o caso dos portais como Wikipedia, ou mesmo GoogleDocs.
Aplicações semânticas também são auxiliares ainda sendo implantadas e desenvolvidas, facilitam a busca por informações por agrupar várias fontes de forma que se associem os resultados pesquisados de maneira mais atrativa para o aluno, esse será o novo atrativo da Web 4.0, também envolvendo espaços pessoais de aprendizagem, onde ferramentas e aplicativos são montadas de acordo com as necessidades de cada aluno para apoiá-lo em suas aprendizagens e objetivos individuais.

Estes dois artigos foram escritos e inspirados em 7 Technologies that Could Revolutionize Education, publicado por Mellisa Tolentino em 9 de julho de 2013, para o blog Silicon Angle. A tradução livre de trechos do artigo foi concedida pelo blog.

Conteúdos:


Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

Os comentários serão moderados pelo autor do blog. Respondo todas as segundas-feiras, terças-feiras e finais de semana.

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