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Quem quer ser professor hoje em dia no Brasil? E de Matemática? Poucos, não é mesmo? Talvez você aponte razões questionáveis como a baixa remuneração, autonomia em queda, pouco valorizado pela sociedade e etc., para quem não quer seguir uma carreira na licenciatura, seja lá qual for a disciplina que lecionará. Mesmo que as estatísticas mostrem o contrário, está cada vez mais difícil encontrar professores de Matemática realmente compromissados com a profissão.
Quem quer ser professor hoje em dia no Brasil? E de Matemática? Poucos, não é mesmo? Talvez você aponte razões questionáveis como a baixa remuneração, autonomia em queda, pouco valorizado pela sociedade e etc., para quem não quer seguir uma carreira na licenciatura, seja lá qual for a disciplina que lecionará. Mesmo que as estatísticas mostrem o contrário, está cada vez mais difícil encontrar professores de Matemática realmente compromissados com a profissão.

O que você lerá neste artigo traz um outro contexto, diferentemente das razões óbvias, relacionadas ao ensino de fundamental e médio (e porque não no ensino superior?). Estas razões listadas a seguir, são baseadas em minha vivência como professor de Matemática há mais de 10 anos e em outras experiências que vi de perto.

E ainda precisa de 7 razões para você nunca querer ser um professor de Matemática? Continue lendo.

7 razões para você nunca querer ser um professor de Matemática

1 - Professor por opção

Professor por opção
Já ouvi esta frase diversas vezes. O professor enche o peito e diz: sou professor por opção. A maioria dos que ouço falarem assim, passa uma ideia de que ser professor foi a última alternativa que sobrou em suas tentativas de achar uma profissão. Claro que não são todos, é apenas uma forma de falar.

Costumo falar a quem me pergunta: sou professor por vocação. Assim acontece em qualquer profissão. As pessoas que procuram uma profissão acabam se descobrindo (durante um estágio) quando entendem que é realmente aquilo que querem fazer.

Talvez uma outra profissão por opção consiga "sucesso", mas ser professor por opção estará fadado a reclamar todos os dias sobre qualquer ponto negativo que encontrar pela frente.

Quando eu descobrirei que tenho vocação para ser professor? A resposta está em sala de aula. O maior reflexo é o aprendizado dos seus alunos, através das suas colaborações e intervenções; e o feedback que receberá deles, de seus pais e da coordenação pedagógica.

2 - Não domina a área que pretende ensinar

Não domina a área que pretende ensinar
Não faça seus alunos de bobos. Se você for um professor por opção, muito provavelmente estará lecionando disciplinas que não tem formação acadêmica para isso. Já escrevi sobre isso aqui no blog, e não é nada incomum este tipo de professor.

Nunca aceite lecionar outras disciplinas, pensando que vai ganhar um dinheiro a mais no final do mês. O que você ganhará são alunos desinteressados e desestimulados, que não darão a mínima para as suas aulas. Por que? É óbvio! Você não é preparado para dar aulas de Biologia, quando sua formação é Física, ou dar aulas de Português quando sua formação é Matemática.

São didáticas diferentes para disciplinas totalmente diferentes.
Existem péssimas pedagogas sem formação Matemática e existem péssimos professores de Matemática sem formação didática/pedagógica. [Edigley Alexandre]

Isso acontece? Sim! O desespero pela falta de professores na rede pública de ensino, ocasiona este tipo de situação que só acrescenta péssimos resultados. E no final quem faz papel de bobos são os alunos. Se sentem enganados por um sistema de ensino falho e sem perspectivas de melhoria.

Independentemente da licenciatura que estiver cursando, se prepare ao máximo que puder. Não espere muito de seus professores recheados de títulos, que muitas vezes, só sabem cobrar seu empenho e não colaboram para isso. Ser professor é um dos maiores desafios da licenciatura, e de Matemática maior ainda.


3 - É impaciente

É impaciente
Quando se fala neste quesito, relacionado diretamente ao professor, já imaginamos uma sala repleta de pestinhas e você tentando dar aulas em meio aquela bagunça. A impaciência que me refiro não é essa. Para entender melhor imagine a seguinte situação.

Você está ministrando uma aula teórica sobre inequações. Didaticamente expõe sua aula, explica cada ponto sem deixar dúvida para a maioria da turma. Mas no final da aula um aluno levanta o braço e diz que não entendeu. O que fazer?

  1. Explicar tudo novamente?
  2. Dizer que com exercícios e muita prática irá entender melhor?
  3. Esperar o final da aula para explicá-lo individualmente?
  4. Desistir daquele aluno, pois ele é muito "fraco"? Leia o artigo Você é um aluno fraquinho!
  5. Recomendar que ele volte para a série anterior?
  6. Recomendar um professor de reforço em casa?

Quando escrevi no tópico 2 que ser professor de Matemática é um dos maiores desafios da licenciatura, a primeira situação que me vem em mente é esta. O que fazer quando um aluno ou um grupo de alunos não entenderam o que ensinou em sala de aula? Onde está o erro?

Talvez não há erros em suas aulas. O problema é que certos grupos de estudantes não entendem metodologias e didáticas, sejam elas tradicionais ou construtivistas, que você usou para determinado conteúdo. A única saída é procurar outras alternativas afim de que este grupo de alunos, possam enxergar a teoria matemática sob outra perspectiva e assim conseguir entendê-la melhor.

Neste caso, para inequações (e desigualdades), o LEGO é uma excelente ferramenta para séries iniciais e ensino fundamental. Um pesquisa rápida no Pinterest sobre o termo matematica lego, encontrá centenas de atividades que poderão contribuir para a sua prática em sala de aula.

Matemática e LEGOMaior que e menor que com LEGO



4 - Não quer planejar aulas

Assista o vídeo abaixo. Assisti exatamente quando comecei a criar este tópico.


Download do vídeo

Quantos movimentos foram feitos sem que o adversário percebesse? Seu planejamento foi perfeito. Concorda?

Planejar é o ato número 1 de qualquer professor, de qualquer nível de ensino. Mas planejar não é garantia de sucesso tanto por parte do professor que se sentirá mais confiante, quanto dos alunos. Tudo que fazemos no nosso dia a dia necessita de um plano, caso contrário algo sairá errado. Assim acontece até mesmo com esse blog.

Não se prenda ao antigo formato de planejamento, elaborado e escrito e uma tabela do Word ou Excel, que servirá apenas para entregar a coordenação, e, que provavelmente será esquecido em alguma gaveta. Se prenda as suas ideias. Um bom planejamento é aquele que surte efeitos positivos durante aquelas aulas que você planejou e não aquele que está todo arrumadinho.

Preocupações para um bom planejamento:
  • Atente para o tópico 2, se prepare para as suas aulas. Estude o que vai ensinar e aprenderá o que vai ensinar;
  • Tire uma parte da aula para criar debates, incluindo a História da Matemática, do conteúdo específico que estiver ensinando naquela aula;
  • Sobre cada conteúdo que irá ensinar em uma semana, procure aplicações cotidianas de acordo com a realidades dos alunos;
  • Não esqueça de usar recursos tecnológicos em suas aulas. Não proíba o uso de smartphones nas aulas, em vez disso, reverta a situação, use ao seu favor. Possibilidades matemáticas para dispositivos móveis não faltam;
  • Tudo isso aliado ao seu tempo;

Para mais aprofundamento recomendo que leia o artigo 5 dicas para as aulas de Matemática.

5 - Não sabe ouvir o aluno

Não sabe ouvir o aluno
Aprender a ouvir o aluno é uma qualidade que deve ser posta em prática por professores de qualquer disciplina. O motivo? É a única forma de saber como seus alunos estão absorvendo o que você, professor, está ensinando durante as aulas. A avaliação, neste caso, não é levada em consideração.

Não há momento mais adequado do que os debates levantados em torno de um conteúdo matemático, para analisar e fazer anotações sobre as principais dificuldades apresentadas em um determinado conteúdo.

Saber ouvir o aluno, pode trazer benefícios para o professor, como:
  • Melhorar o foco do planejamento;
  • Alterar suas atividades didáticas;
  • Alternar entre metodologias afim de ajudar os alunos com maior dificuldade;
  • Extrair o máximo que seus alunos podem alcançar.

Ouça seus alunos. Tenho certeza que suas aulas nunca mais serão as mesmas.

6 - Não admite erros dos alunos

Não admite erros dos alunos
Um aluno alcança um 7,5 numa avaliação quantitativa, e o professor inicia um ritual de lamentações, tentando entender o porquê de o aluno errar tal item na prova. "Era tão fácil, não acredito que conseguiu errar isso" (quase que um deboche). Com esta atitude só atrapalha em vez de ajudar. Acreditava que isso não seria possível, mas sim, acontece. E o pior de tudo isso é quando o professor não admite que quem gerou uma confusão na mente do aluno foi ele mesmo.

Tente enxergar os erros dos alunos, sejam em avaliações ou em situações de sala de aula, como uma forma de aprendizado, mesmo que por tentativas e erros. Veja o que de bom o aluno absorveu e trabalhe em cima disso, em vez de achar apenas pontos negativos. Um simples elogio ajuda muito.

O processo de erro é um dos instrumentos mais usados da ciência há centenas de anos. Por que lamentar? O erro é o caminho certo em busca de uma verdade.
Os maiores efeitos sobre a aprendizagem dos alunos ocorrem quando os professores se tornam aprendizes do seu próprio ensino e quando os alunos se tornam professores de si próprios. [Livro O professor faz toda a diferença. Leia o post 4 dicas de livros para professores educadores]

7 - Não reconhece seus próprios erros

Não reconhece seus próprios erros
Professor não escapa de erros. Algumas pessoas pensam que por ser professor, não podemos errar, são quatro anos de estudos, planejamentos e etc. Se engana. Assim como em outras profissões, o professor está sujeito a erros dos mais simples aos mais complexos.

Tais erros não podem determinar a qualidade de um professor, mediante a alguma falha que aconteceu em sala de aula ou durante alguma atividade desenvolvida. É por isso que um bom planejamento pode evitar alguns tipos de erros.

O que faz um professor errar?

  • Não se preparou adequadamente para aquela aula em específico;
  • Quando se sente inseguro com um conteúdo que não gosta (sim, existe professor assim);
  • A timidez que o deixa inacessível (sem diálogo com os alunos);
  • Quando a aula não é bilateral.

Quais são os erros mais comuns?


Como reconhecer os erros?

Se for erro em algum cálculo cometido durante uma aula expositiva, não adianta inventar uma mentira ou disfarçar, o seu aluno mais atento perceberá. Não precisa se vitimar dizendo que errou, apontando seus motivos. Apenas peça desculpa pelo equívoco e refaça o cálculo.

Já passei por uma situação que errei um pequeno passo em um cálculo simples. Logo após terminar o cálculo, um aluno levanta o braço e diz que houve um erro durante o cálculo. O que fiz? Peguei o seu livro, e na questão que me equivoquei, assinei com um visto e 2,0 (dois pontos) adicionais. Ele me perguntou: por que isso? Respondi: pela sua atenção durante a aula. Eu ri e ele também.

Avisei a turma do equívoco (os despercebidos), e refiz o cálculo, explicando a questão com ainda mais detalhes. O que não pode acontecer são erros graves, ocasionados quando o professor não tem base matemática para ensinar Matemática.

Não dói reconhecer um erro.

Concluindo

De todos estes pontos levantados neste artigo, vocação é a primeira coisa que um estudante de Matemática ou de outros cursos de licenciatura, deverá descobrir para seguir nesta profissão. Além destas razões listadas, há outras dezenas de situações, que não convém citar agora, que pode fazer qualquer professor desistir da carreira.

Se sentir preparado com uma boa formação acadêmica e um bom estágio supervisionado, suas chances de obter sucesso como professor de Matemática aumentarão muito. Todas as demais situações que definirão como será o seu agir como professor, dependerá de duas próprias experiências. Elas te guiarão durante sua profissão, mostrando seus erros e acertos.

Imagens: www.photl.com.

Conteúdos:


Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

Os comentários serão moderados pelo autor do blog. Respondo todas as segundas-feiras, terças-feiras e finais de semana.

É muito bom ler comentários, porém atente para algumas regras muito importantes antes de enviar a sua colaboração para este artigo.


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47 comentários:

  1. Olá Edigley!

    Gostei muito do artigo... Estou pensando em utilizá-lo em uma apresentação que farei em breve para alunos de graduação em matemática, sobre metodologia.

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    1. Olá, Charles!

      Que bom leu e gostou do texto. Fique a vontade para fazer citação deste texto em seu trabalho.

      Um abraço!

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  2. Muito bom, parabéns pelo artigo.

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    1. Olá!

      Que bom que gostou! Fique sempre a vontade para comentar e enviar críticas e sugestões para o blog.

      Um abraço!

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  3. Muito relevante seu artigo! Uma vez que temos professores formados em diversas áreas, aventurando-se em salas de aulas.

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    1. Olá, Jurandir! Quem bom que gostou do texto.

      Só podemos lamentador quanto a isso. Infelizmente.

      Um abraço!

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  4. Estou cursando Licenciatura em Matemática e há 2 anos leciono como estagiário em uma escola municipal e sempre procuro artigos como este para poder melhorar como professor. Aprendi muito durante este período e sei que há muito o que aprender, ainda mais com as dificuldades e limitações com que deparamos na educação pública. Mas observei que a falta de uma formação continuada e o desinteresse por parte dos professores em crescer na profissão é uma das grandes causas da má qualidade no ensino.
    Professor que não procura se reciclar não cresce e com isso não contribuem para o crescimento do aluno.

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    1. Olá, Luiz!

      É uma das melhores experiências, dar aulas como estagiário. É o período onde mais se aprende e é neste período que decidimos se queremos seguir na profissão.

      Muitas das vezes o problema nem é uma formação continuada, e sim um pouco de motivação e boa vontade para fazer mudanças. Aquela desculpa de salário ruim não conta mais.

      Quem quer ajudar não espera por nada e nem ninguém.

      Obrigado por seu comentário.

      Um abraço!

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  5. Muito interessante e edificante este artigo. Parabéns!

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    1. Olá, Jessica!

      Que bom que olhou por esse ângulo. Muitas pessoas não entendem o que o texto quer passar.

      Um abraço!

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  6. É bastante convicente, criticocritico e pratico. ..

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    1. Olá, Abel!

      A questão aqui não é convencer e sim mostrar no que podemos melhorar, antes de pensar em assumir uma sala de aula.

      Obrigado pelo comentário.

      Um abraço!

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  7. Eu amo matemática! Os cálculos me encanta, eu adoro explicar também. Só que não sou tão paciente, isso adquirimos com o tempo?
    É que estou cursando o 1ano do EM, quero ter certeza quando estiver no terceiro, tenho medo de começar algo e não terminar. Mas, licenciatura em matemática me interessa muito.

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    1. Olá, Maeli! Tudo bem?

      Se você ama Matemática encontrará um jeito de ter paciência para explicar conteúdos para um amigo. Paciência é um fator que você deve ter, se deseja entrar para a licenciatura. Paciência para cursar 4 anos Matemática na faculdade, paciência para entender o que é ministrado, paciência para se preparar com os estudos diários e que antecedem as avaliações.

      Mas, além de paciência, o que você deve descobrir com o tempo, é se realmente terá vocação para o ensino. Neste caso, paciência não é um pré-requisito. O que precisará é de um conjunto de habilidades capazes de sustentar a sua vontade em querer ajudar e dar a sua contribuição para a Educação.

      Talvez com o passar do tempo você possa mudar a forma de pensar.

      Não tenha medo. Siga seus estudos com dedicação e perseverança. Até terminar o 3º ano do Ensino Médio suas ideias podem sofrer alterações e pensar em outra profissão. Faça testes vocacionais com frequência.

      Leia o artigo Para que serve um matemático e um professor de Matemática? e entenda um pouco sobre o curso de licenciatura.

      Fique sempre a vontade para enviar comentários, com críticas e sugestões.

      Um abraço!

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  8. Olá, sou a Maeli e curso o 1ano do EM na escola Sesi. Eu AMO matemática, nem sempre levo 10. Mas eu gosto muito, só que me esforço pouco. Porém quero ser professora de mat... só que tenho medo de chegar no terceiro e querer começar algo e depois parar entende? Eu gosto de explicar, só n tenho paciência com alunos bagunceiros, se alguém me pergunta uma coisa irei fazer de td pra que ela entenda. Só que ainda tenho dúvidas em ser professora. O que acha?

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    Respostas
    1. Olá, Maeli! tinha aprovado os dois comentários e não percebi sobre o mesmo conteúdo.

      Minhas resposta segue no comentário logo acima.

      Um abraço!

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    2. Estou no 3°Em em época de vestibular. E sem duvidas nenhuma de que nasci para dar aulas, minha paixão por matemática só aumenta a cada dia. Muito obrigada!!

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  9. Conclui o curso de Engenharia Industrial em 1995. Agora me encontro aposentado, com 55 anos e gostaria de contribuir com a sociedade dando aulas de matemática.
    Você saberia me dizer, como faço para poder dar aulas para o 1° e 2°grau?
    E também para me atualizar com as melhores técnicas de ensino da atualidade?
    Agradeço antecipadamente pela sua resposta.

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    1. Olá, Oliveira!

      Como você enviou dois comentários com o mesmo conteúdo, resolvi publicar este.

      Primeiro te parabenizo por ter esse pensamento, mesmo depois de aposentado. Isso é muito raro. As pessoas geralmente só querem ajuda e nada de ajudar.

      Para ajudar você só precisa de boa vontade e isso já tem.

      Se você acha que se sente meio "enferrujado" quanto aos conteúdos matemáticos, nada como uma boa revisão para ajudar a relembrar.

      Alguns estados oferecem um projeto de aulas de reforço para estudantes com dificuldade. Seria interessante pode colaborar com alguma escola.

      A outra opção são aulas particulares. Neste caso, monte um horário específico para cada estudante. É complicado dar aulas de reforço para vários alunos ao mesmo tempo.

      Sobre as melhores técnicas, isso muito relativo. A didática que utiliza para um aluno, às vezes, não funciona para outro. Assim acontece com as metodologias e ferramentas de apoio para isso.

      Particularmente, gosto de utilizar softwares educacionais para auxiliar em várias situações, afim de facilitar a explicação e consequentemente o entendimento do aluno.

      Pesquise aqui no blog. Visite as categorias. Tem muito material que pode te ajudar.

      Desde já desejo sucesso em suas atividades.

      Um abraço!

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  10. Ola, gostaria de saber se você poderia me tirar algumas dúvidas
    Pois estou no último ano do ensino médio amo matemática e pretendo fazer pedagogia mais não curto muito crianças e não quero aulas teoricas como tem filosofia e historia nesse curso.. Você saberia me dizer se deveria optar por fazer uma licenciatura de matemática?

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    1. Olá, Dani!

      Vamos aos poucos. Você diz que ama Matemática. É algo forte para declarar assim (não estou duvidando). Por favor, recomendo que leia atentamente o artigo Para que serve um matemático e um professor de Matemática?.

      Veja se o texto te diz algo. Caso contrário, podemos debater suas outras dúvidas. Ok?

      Um abraço!

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  11. Poderia ter citado tambem que quando abre concursos que pagam bem professores de matematica(universidades federais e instituicoes federais), candidato vaga e sempre mais de 100, pois geralmente so tem uma vaga.

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    1. A oferta de vagas é pouca, porque há poucas escolas federais se comparada com as municipais e estaduais.

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  12. OI sr Edigley me chamo rafael tenho 27 anos vou fazer faculdade de matematica esse ano e queria saber se depois de formado eu consigo trabalho em escolas publicas ou particular , e quanto tempo de estagio precisa fazer ?meu sonho é ser professor de matematica , todo mundo fala que sou doido mais eu quero ser professor e serei . obrigado .

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    1. Olá, Rafael!

      Para responder as suas dúvidas, escrevi o artigo Para que serve um matemático e um professor de Matemática?.

      Espero que te ajude. Caso contrário, me envie um e-mail.

      Abraço!

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  13. Quanta alegria, orgulho, satisfação, enfim, todos os sentimento de prazer que um professor senti com o sucesso de seus alunos. E maior ainda, quando vou ter oportunidade de refletir o tema expresso no texto com os alunos(estagiários) do curso em que você obteve a formação de professor de matemática.


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    Respostas
    1. Olá, profa Socorro!

      Que felicidade senti ao ver sua presença aqui. Saiba que quando escrevi esse texto em 2014, me lembrava da senhora. A alegria, orgulho, satisfação, enfim, é todo meu por tê-la como professora/orientadora me auxiliando no início de tudo.

      O seu apoio era um combustível potente rumo à minha vocação recentemente descoberta e ampliada com as suas orientações.

      Um abraço carinhoso.

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  14. Olá! Não concordo com seu artigo na totalidade. Mas, respeito o amor e a dedicação de suas palavras. Um abraço! Anônimo Deco.

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  15. Gostei muito do artigo que você escreveu, parece ser realmente um bom profissional .

    Eu sou estudante, e nunca aprendi matemática de verdade, sempre que tinha uma questão, eu não entendia o porque de ser assim, mas eu gravava, e tirava notas boas,assim, nunca perdi de ano .

    Agora que estou no 1ano,venho tendo muitas dificuldades,porque as questões que eu "gravei" , eu esqueci, e agora não compreendo nada. Não entendo essa lógica na hora das resoluções das questões, as vezes eu entendo o assunto,e sou muito boa em resolver expressões ... Mas não consigo interpretar e chegar a um resultado. Minha pergunta é: Você sempre foi bom em matemática? E que métodos você usava para aprender, até chegar onde você é hoje ? e Vc considera a matematica uma matéria de questões decorativas e sem nexo?
    se puder colocar algumas dicas pra quem tem dificuldade, iria ajudar muito, EU RESPEITO D++ quem vira professor de matematica, porque pra mim isso é impossível.

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    Respostas
    1. Olá!

      Eu tento dar a minha contribuição da melhor forma possível.

      Para responder as suas perguntas, o artigo Como treinei meu cérebro para me tornar fluente em Matemática vai te ajudar muito. Suas respostas estão lá.

      Um abraço!

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  16. Olá, Edigley. Me chamo samantha, tenho 26 anos e sempre amei matemática, já dei muitas aulas particulares, mas comecei a minha vida acadêmica cursando teologia (curso que conclui) e filosofia (que não conclui). Algumas pessoas podem não entender mas a verdade é que vejo grande relação entre essas áreas (filosofia, matemática, teologia), pois todas elas lidam com abstrações, raciocínio e muita reflexão. Talvez por isso, apesar de achar que seguiria primeiro pela matemática, tenha me aventurado pela teologia/filosofia primeiro, até por conta de minha formação cristã. Porém, agora decidi de vez seguir pela matemática e construir carreira nessa área, até pela quantidade de oportunidades que ela possui em relação à minha primeira formação. Gosto muito de ensinar matemática, penso em ser professora e também seguir pela pesquisa.... mas as vezes me acho um pouco velhinha (rsrsrs). Gostaria de conhecer a sua opinião sobre essa questão da idade, seu texto me inspirou bastante. Pretendo começar o curso próximo ano através de isoladas e entrar em 2018 (quando eu estiver com 27 anos). Obrigada!

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    Respostas
    1. Olá, Samantha! Tudo bem?

      Teologia não sei afirmar, mas, Filosofia e Matemática sempre caminharam lado a lado. A maioria dos grandes matemáticos e físicos eram também filósofos. Abrir o pensamento matemático não significava apenas fazer cálculos e mais cálculos.

      Toda a formação acadêmica que conseguiu até agora é um alicerce muito bom para a área que decidiu entrar de vez, e, esqueça esse negócio de idade. Idade é apenas um número que registra seu aniversário.

      Já tive diversos colegas de faculdade cuja idade passava de 35, e mesmo assim, batalharam por aquilo que queria. Um deles terminou o seu mestrado com quase 40 anos.

      Estudar nunca tem um limite de idade, desde que tenhamos prazer em seguir nesse rumo. Louvo suas atitudes e te digo: se realmente deseja, corra, trabalhe, persista e tenho a certeza que conseguirás.

      Obrigado por vir aqui, é sempre um prazer contribuir de alguma forma.

      Um abraço e sucesso em seus planos.

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  17. Olá, decidi cursar matemática pois era umas das disciplinas que sempre mais gostava na escola, e por ter uma relação boa com as professoras e até então, eu achava que ser professora seria uma profissão que eu me daria bem, pois sempre ouvia falar que faltava professor de matemática e tal, e minha mãe sempre queria que eu fosse professora... enfim, me formei aos 24 anos, e até então, só entrei na sala de aula pelo estágio e com o projeto PIBID, dando aula de reforço.
    Logo que me formei, eu estava desempregada, consegui trabalhar numa escola que é um pouco diferente das tradicionais, numa EFA (escola Família agricola)com a pedagogia da alternância, para alunos do Ensino Médio.Resumindo, ao mesmo tempo que eu gostava de dar aulas, ao mesmo tempo eu não gostava, me senti insegura, sem saber como melhorar as aulas... enfim, sai da escola bem frustrada, pensando que para uma escola tradicional eu iria gostar de dar aulas, mas o problema, que não tenho nenhuma previsão de conseguir algo numa escola tradicional, pois passei num concurso, fiquei numa boa colocação, mas até agora não chamaram ninguém, pois não tem vaga. Atualmente trabalho como auxiliar administrativa, estou gostando do trabalho, apesar de as vezes não ter o que fazer, ai dão qualquer coisa pra gente fazer,tipo, carimbar folhas por meses...e tal (coisa bem estressante). Enfim, gostaria de uma opinião sua se devo ou não investir na minha área Matemática (mesmo frustrada e sem perspectiva de trabalho)ou se devo seguir algo como Contábeis, Administração, Direito, que até me interessam, mas o problema que fico meio assim em "jogar fora" toda uma graduação e seu devido investimento "$$",que estou pagando e ainda tenho uns 5 anos pela frete pra pagar... sei lá, me ajude.

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    Respostas
    1. Se eu te contar como foi a primeira vez que dei aula numa escola...

      Confesso que desconheço sobre a Pedagogia da Alternância.

      Difícil dizer algo apenas escrevendo aqui. Sinto muito pela sua situação. O que posso dizer (e é fácil dizer, porém na prática não é nada fácil) é que busque outras oportunidades. Busque aquelas que se encaixam em sua didática e metodologia.

      Sei que é fácil apenas falar, na prática é outra história.

      Ficar parada é o que você não pode fazer. Tente fazer cursos de aperfeiçoamento na sua área.

      Todo investimento em preparação para a sua profissão é bem-vindo. Coloque na balança se realmente pretende continuar na licenciatura, caso contrário, não adiante investir, mesmo que escolha outra área.

      Também tenho as minhas frustrações na escola e penso em desistir, mas ao mesmo tempo penso que é isso me preparei durante 4 anos. Não me vejo fazendo outra coisa.

      Então, relevo algumas situações desagradáveis em detrimento às coisas boas que minha profissão me proporciona.

      Um abraço!

      Te desejo sucesso em suas escolhas.

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  18. Olá, Edigley muito bom o artigo, ajudo a tirar muitas dúvidas (ainda tendo muitas outras), vou começar o curso de mat. licenciatura no prox mês, pelo que vi em seu artigo, acredito que me daria bem como professor, exceto por um problema (acredito eu) sou muito tímido, na época do ensino médio, dava vergonha de ler algo no livro para todo mundo da sala, e responder no quadro nem se fala... será que com o decorrer do curso ou ate da profissão eu perca ela ?

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    1. Olá, Arcanjo!

      Acho que não existe pessoa mais tímida do que eu. Tremo nas bases para falar em público. Por outro lado, quando se fala em Matemática, ou melhor, para dar aulas de Matemática, faria isso pela manhã, tarde e noite toda.

      Antes de descobri minha vocação para o ensino, pensava como você. Mas resolvi enfrentar. Hoje me sinto realizado. Não me vejo fazendo outra coisa.

      Sua timidez pode ser controlada. Seus orientadores na faculdade te ajudarão com isso. Procure eles, fale da sua timidez e peça ajuda. Tenho a certeza farão um ótimo trabalho.

      Recomendo que leia também o artigo Para que serve um matemático e um professor de Matemática?.

      Obrigado pelos comentários. Participe sempre que puder.

      Abraço!

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    2. Muito obrigado pela resposta, espero que de td certo haha, aproposito eu li o artigo "Para que serve um matemático e um professor de Matemática?" tenho que admitir que fiquei em dúvida entre um e outro, vou esperar começar a cursar a faculdade para me decidir, pelo que eu ouvi dizer, o curso de licenciatura e bacharelado o começo dos 2 curso são quase as mesma matéria neh ? se eu resolver mudar no começo não vou sair perdendo nada

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    3. De nada.

      Geralmente quem faz bacharelado é porque deseja seguir como pesquisador. Mas, ambas não tem impedem de ser professor e pesquisador.

      As novas grades curriculares nos cursos de licenciatura focam mais para o Ensino.

      Obrigado por retornar.

      Abraço!

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  19. olá, vou iniciar matemática agora em agosto, tenho muitos dúvidas sobre o assunto, pois, não sou muito bom em matemática, mas percebi nesse artigo que o professor tem que aprender antes de ensinar, e é isso que vou fazer nestes quatro anos da minha graduação.

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    1. Olá, William!

      Para ser um professor é o ideal, mas isso não significa que ser formado e saber todos os conteúdos de Matemática, trará a habilidade de ensinar Matemática. Essa fator depende de muitos outros como: dedicação, perseverança, força de vontade, etc.

      Conheça um pouco da minha história durante a minha graduação e me entenderá melhor. Acesse o artigo Como treinei meu cérebro para me tornar fluente em Matemática.

      É possível aprender ensinando. Leia o artigo que citei aqui.

      Te desejo muito sucesso em seu curso. Se um dia lembrar, espero que volte aqui depois de formado. Tenho a certeza que seus pensamentos serão outros totalmente diferentes.

      Um abraço!

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  20. Olá Edigley, sou graduado em Administração e ano que vou iniciar o curso de Licenciatura em Matemática pela Federal de Ouro Preto, dizem que o curso é um desafio e estou bem ansioso pra começar ! Apesar da desvalorização da profissão acredito ainda que um dia isso poderá mudar, pois nenhuma nação progride se não valorizar a educação de qualidade, sobretudo seus professores.

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    1. Olá, Adriano!

      O curso em si é um desafio sim, mas o maior desafio mesmo é atuar na área. Dependendo da área que atuará (fundamental, médio ou superior), todas elas trazem seus desafios e frustrações. Você deve muita força de vontade para continuar mesmo quando você se sentir desanimado.

      Seu sucesso depende exclusivamente de você. Lute por aquilo que acredita.

      Um abraço!

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  21. Eu passei no curso de matemática esse ano em uma instituição federal. Gosto de matemática um pouco de medo, mas gostei do artigo ajudou muito.

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    1. Olá, Dyego! Tudo na paz?

      Tenha medo de não tentar. Dê o seu máximo e depois veja os seus resultados. Fico feliz que tenha entendido a proposta do artigo.

      Desejo muito sucesso no curso que irá começar. Depois volte aqui e conte sua experiência.

      Abraço!

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  22. Boa noite.
    Sou graduado em Engenharia Elétrica e sempre tive o interesse em dar aula. Vejo que somos forçados a odiar matemática pois ela nos sempre foi ensinada de uma maneira maçante. Hoje ao ajudar minha filha a estudar vejo o quanto poderia ser diferente desde pequeno.Li e reli seu artigo e me vi numa posição na qual seria um bom professor. Mas com 32 anos, ainda seria uma boa começar uma faculdade de matemática para ser professor?

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    1. Olá, Cristiano!

      Você não é a primeira pessoa que deixar esse questionamento aqui. Outras pessoas também deixaram essa pergunta e eu respondi através de um artigo. A sua resposta quanto a sua idade está no artigo Nunca é tarde para estudar Matemática! Sua idade é apenas um número!.

      Se você sente esse desejo de melhorar a Educação, faça! Tente! Dê a sua colaboração para o futuro da sua filha, netos, etc.

      O Brasil precisa de pessoas que tem esse pensamento.

      Leia o artigo onde mostro a situação de outra pessoa.

      Abraço!

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