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Cada professor tem o seu jeito de ministrar as suas aulas. Independentemente da didática e metodologia empregada, todos os dias suas aulas são aplicadas visando um único objetivo - a aprendizagem dos seus alunos.
Cada professor tem o seu jeito de ministrar as suas aulas. Independentemente da didática e metodologia empregada, todos os dias suas aulas são aplicadas visando um único objetivo - a aprendizagem dos seus alunos.

Nesta postagem, compartilho o meu modo de dar aula (não é um planejamento). Entenda que não quero que você siga estes passos, mas, se trazer algum benefício para as suas aulas, fique a vontade para colocar em prática.

A frase abaixo é perfeita e sintetiza o meu pensamento, quanto professor de Matemática, preocupado com a Educação Matemática neste país. E ao mesmo tempo, reflete como tento transformar minhas aulas em debates construtivos.

Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas. [Propaganda Publicitária canal Futura]




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Dar aula de Matemática para quem não quer assistir aula de Matemática (ou qualquer matéria) é uma das situações no ensino que mais incomoda profundamente qualquer professor. Há diversos meios para se construir uma aula de Matemática. Um deles é o debate.

As aulas não podem depender apenas de inovações para ser atrativas, transformar uma aula em um debate, uma conversa informal divertida, aberta e sincera, prende muito mais a atenção dos alunos, do que algum método inovador (não sou contra a inovações, muito pelo contrário). [Artigo 5 dicas para as aulas de Matemática publicado em 09/07/12]

E é neste ponto que vem a pergunta: como criar debates nas aulas de Matemática?

Abrindo a cabeça

Debater qualquer tema em sala de aula que faça ligações com a Matemática, exige do interlocutor (professor) e dos alunos, uma mente aberta para aceitar e discordar de ideias. Exige de ambos entender que estão em um lugar para ampliação do seu próprio conhecimento. Por isso, é essencial que as aulas tenham momentos de descontração que findam neste foco.

Divida sua ideia com a turma

Sabemos que exigir isso dos nossos alunos é uma missão difícil, pois seus interesses giram em torno de coisas mais superficiais, típicos da adolescência. Todos tem o seu pensamento crítico sobre diversos temas que estão em sua volta, o que falta é organizar esses pensamentos e expor da melhor forma possível.

Como fazer isso? Existem algumas possibilidades para serem tentadas:
  • Um documentário em vídeo muito atraente que faça gerar muitas perguntas. Mesmo que você, professor, não saiba responder. A tarefa é fazer pensar. Fazer pesquisar. Fazer conhecimento. O tema não precisa ter ligação direta com a Matemática, mas que possa ser englobada posteriormente;
  • Vídeos motivacionais sobre carreiras profissionais que seguirão futuramente;
  • Visitas em empresas e/ou indústrias que tenham um programa de visitação aberto para estudantes. Por exemplo, empresas que possuem um Data Center ou indústrias de produção automatizada;
  • Incentivo a leitura de livros cujos temas possam gerar um interesse maior sobre um determinando campo, e que reúnam um conjunto de conhecimentos associados com a Matemática, não necessariamente repleta de cálculos. O pensamento matemático é mais importante do que fazer continhas.

E como "medir" a qualidade de um debate? Pelas perguntas e respostas que surgem naturalmente em sala de aula. Estas perguntas e respostas podem até surgir durante sua aula expositiva, quando estiver ensinando como encontrar a solução de equações quadráticas.

Deixe o seu aluno dar aula por você?

O que você pensou quando leu a frase logo acima, e que está também no título desta postagem? Pare de ler este texto agora e pense numa resposta. Pensou? Agora repense se você, como professor, aplicaria em suas aulas, a julgar por esse título. O que pensou é mais fácil de se aplicar para você ou para seus alunos?

Ah, estou livre!

Não, você não ficará sentado vendo o seu aluno dando aula no seu lugar.

Na maioria dos momentos que aplicamos algum tipo de atividade para nossos alunos, às vezes, nos sentimos como se tivesse tirado um fardo. Esse fardo tem pesos diferentes, como: tempo, stress ou até mesmo alívio físico e mental.

Quando falamos em aulas de Matemática, é impossível não pensar em uma aula expositiva tradicional, porém a forma como essa aula e as atividades são expostas, é que podem ajudar tanto o professor com o aluno.

Deixar o aluno dar aula por você, significa colocá-lo como centro da pesquisa pelo conhecimento. É colocá-lo como o agente principal na busca do seu próprio desenvolvimento escolar. E isso já não era feito? Não é o papel da Educação formal? Não é o papel do professor?

Sim, todos em conjunto. Mas não é assim que acontece na prática, principalmente em escolas públicas.

Continue lendo.

O professor dá aula e o aluno assiste VS O aluno colabora para aula e o professor orienta

Evite ou não exagere:
  • Falar sozinho durante uma aula inteira e no final perguntar: entenderam? alguma dúvida? Sem dar a chance de o aluno questionar, tirar dúvidas, discordar, concordar, analisar, etc. Um bom debate pode surgir de um simples questionamento.
  • Não use apenas o seu livro didático para as suas aulas. Descubra outras possibilidades que você possa dominar e aplicar em suas aulas, como: objetos de aprendizagem concretos ou escolha uma TIC para uso no ensino e aprendizagem de Matemática;
  • Dar aulas de costas para a turma e segurando o livro enquanto copia no quadro. Isso não passa confiança para seus alunos. Se planejar suas aulas, isso pode ser evitado;
  • Tarefas mecânicas longas e repetitivas, como por exemplo listas exercícios com 50 questões impressas em papel para cada aluno. E no final das contas quem precisará de tempo para corrigi-las? Você, meu caro professor!
  • Trabalhos grupais. A não ser que sejam realmente trabalhos de caráter científico, e, havendo pesquisas, apresentem uma produção original;
  • Não sobrecarregue suas atividades. Se for possível faça todas as atividades em sala de aula, avalie-as e dê uma nota quantitativa para estas atividades. Anote tudo em seu diário escolar. Desta forma evitará de levar trabalho extra para casa.
  • Nunca deixe um aluno sem resposta. Se não sabe responder no momento, seja sincero e não engane-o. Mesmo que, naquele momento, não saiba responder (não necessariamente sobre um conteúdo), oriente-o e faça com que ele também pesquise sobre suas dúvidas.

Organize e agilize as suas atividades

Se for para encaminhar atividades para seus alunos ou qualquer tipo de trabalho, que tal pedir uma ajuda ao Google Drive? Estenda o seu computador pessoal para a sala de aula e conecte seus alunos. Não é nada complicado fazer isso, basta que se disponha a usar um pouco de tecnologia em suas aulas.

Como fazer isso?
Você só precisa ter uma conta gratuita registrada no Google. Feito isso você tem agora uma infinidade de recursos que podem ser explorados através de ótimos aplicativos.

Acesse o artigo 5 dicas importantes para organizar e agilizar todas as suas tarefas docentes? e siga todas as dicas e links recomendados nesta postagem. Você ganha e seus alunos também.

O Google Drive pode ser usado também pelos alunos para fazerem pesquisas em conjunto, quando não for possível uma reunião presencial. A criação de um documento colaborativo em tempo real, é uma ótima maneira de produzir trabalhos escolares.

Vantagens de usar o Google Drive em suas atividades:
  • Evita o desperdício de papel e de tempo (aquela pilha de atividade pra corrigir no final de semana);
  • Pode ser usado em sala de aula, via computador, notebook, tablets ou smartphones;
  • Não precisa de uma banda larga de internet ultra veloz;
  • Toda as suas tarefas docentes podem ser realizadas, inclusive o diário escolar;
  • Enviar e receber trabalhos de alunos;
  • Fazer pesquisas através de formulários;
  • Apresentar trabalhos em slides;
  • Criar desenhos geométricos e salvar em diversos formatos de imagens;
  • Conectar outros aplicativos, como por exemplo o GeoGebra.
E muito mais.

Desvantagens:
  • Eu pensei um pouco e não achei.

Concluindo

Não é fácil colocar tudo isso em prática. Não são todas as aulas que devem ser assim. Você, professor, comanda as ações. Acredito que colocar o aluno como foco principal na busca pelo seu próprio conhecimento, é uma das melhores formas de incentivá-los e inspirá-los. Por mais que isso seja papel da escola e do professor, está cada vez mais difícil atrair o aluno para seus estudos.

Encontrar meios que possam desligá-los de seu mundo, no ambiente escolar, deve ser uma atitude sempre presente em nós professores. É muito fácil falar: estou aqui pra dar aula, se não querem, não posso fazer nada! Pode sim, desde que lembrem-se do juramento que fizeram no dia da formatura.

Mostrar que eles são capazes e ajudá-los a descobrir suas habilidades e potencializá-las é uma tarefa árdua, porém é recompensadora. Os resultados não serão refletidos apenas em seus boletins, mas na forma como pensar criticamente, frente aos seus próprios obstáculos, nos estudos e na vida.

Conteúdos:


Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

Os comentários serão moderados pelo autor do blog. Respondo todas as segundas-feiras, terças-feiras e finais de semana.

É muito bom ler comentários, porém atente para algumas regras muito importantes antes de enviar a sua colaboração para este artigo.


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4 comentários:

  1. Rapaz!!!

    É pra chamar atenção mesmo o título da postagem! Ora, o primeiro sentido que me veio foi o de abarrotar os alunos de atividades e partir para outros afazeres... Infelizmente, conheço alguns colegas assim, bem no que você refere por fardo e ainda mais, uso particular do celular ou conversa com outro professor.

    Bem pensado o artigo e com uma menção ao TICs. Obrigado!

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    Respostas
    1. Olá, Charles!

      Eu juro que não é. Às vezes, vem uma ideia na cabeça e junto com ela um título, daí desenvolvo o texto. Geralmente é o contrário, desenvolvo o texto e depois penso em um título.

      Escrevia este texto desde 2013. Devido a um problema no meu painel perdi todo o texto que tinha digitado. Aos poucos fui lembrando e anotando tudo.

      Que bom que entendeu o contexto dele.

      Um abraço!

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  2. Ótimo texto. Gostei do blog e das temáticas. Alguém recomenda textos bons para abordar na sala de aula?
    Esses dias também li um outro texto sobre Baba Yaga – A Bruxa Russa aqui:
    http://demonstre.com/baba-yaga-a-bruxa-russa/
    Abraços e até ao próximo post!

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    Respostas
    1. Olá, Joana!

      Que bom que gostou do texto e do blog. Fique sempre à vontade para enviar criticas e sugestões.

      Visite a categoria "Ensino" do blog. Sempre que posso indico algum texto. Procure por O poder do pensamento matemático.

      Obrigado e até o próximo comentário.

      Abraço!

      Excluir