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Camisetas Exatas

Nesse artigo fiz apenas uma simples correlação entre algumas situações que passamos indo ao banco e as nossas práticas comuns do dia a dia como professor de Matemática ou qualquer outra disciplina.
Eu não suporto uma fila de banco. Certa vez tinha R$ 3000,00 para receber de um contrato de professor temporário e na época só podia receber pelo CPF, diretamente no caixa. Demorei mais um mês fugindo de fila longa no banco porque não tinha paciência para aquilo.

Ainda bem que existe débito automático.

Recentemente tomei um chá de cadeira no banco. Estava sem celular e naquele momento veio em mente escrever sobre as ideias que tive naquele dia. Anotei em um papel, pois estava com minha mochila.

Nesse artigo fiz apenas uma simples correlação entre algumas situações que passamos indo ao banco e as nossas práticas comuns do dia a dia como professor de Matemática ou qualquer outra disciplina.

O que um professor de Matemática pode aprender em uma fila de banco?

O que um professor de Matemática pode aprender em uma fila de banco?

É claro que não é entrevistando o gerente, perguntando sobre Matemática Financeira. Confira nos próximos tópicos a seguir.

1. Saindo de casa para o banco

Você toma cuidados antes de sair casa para ir ao banco? Particularmente, quando preciso ir ao banco, traço (mentalmente) a rota de ida e volta, que são diferentes. Todo cuidado é pouco. Não gosto de facilitar o trabalho do bandido.

Antes da sua próxima aula quais cuidados você toma para não ser surpreendido por seus alunos? Você planeja bem as suas aulas? Planejar aulas não é apenas aquele documento que só serve para ser adicionado em seu diário ou se impresso, para ser engavetado em algum lugar.

Recomendo que leia os artigos 5 dicas para as aulas de Matemática e Deixe o seu aluno dar aula por você.

2. Ao entrar no banco

Dependendo do objetivo da sua ida ao banco, automaticamente você faz algumas observações:
  • Se tem fila para pegar a senha de atendimento inicial.
  • Se o funcionário age de forma educada e paciente;
  • Se tem caixas eletrônicos livres.
  • Se tem caixas eletrônicos com fila longa.
  • Se o local está muito cheio ou não.
Entre outras observações.



Ao entrar em sala de aula, você, professor, costuma organizá-la? Isso implica em:
  • Se cumprimentou a turma com um bom dia, boa tarde ou boa noite;
  • Se todos os alunos já esperam sua aula e em posição;
  • Se as cadeiras estão organizadamente em seus lugares;
  • Se a sua mesa está organizada com todos os seus materiais didáticos;
  • Se você sabe onde deve continuar a aula passada, em vez de perguntar aos alunos.
Entre outros aspectos que você pode perguntar-se agora.

3. O primeiro atendimento na recepção

Apenas pela cara do atendente (o tira dúvidas) você nota a sua boa vontade em quer ajudar e prestar um bom serviço. Quanto mais você tentar perguntar algo, mais ele fica sem vontade de responder. E isso acumula mais tempo de espera para resolver um simples problema dentro do banco.

O primeiro atendimento na recepção

A aula mal começou e já tem uns 5 alunos ou mais pedindo: professor, não entendi. Explica mais uma vez. Qual a reação que você demonstra para eles?
  1. Alegria, pois são alunos atenciosos, que por algum motivo ainda não entenderam o conteúdo e que estão buscado entendê-lo.
  2. Mostra uma cara de cansado e tenta explicar tudo do mesmo jeito novamente.

4. A fila

Há alguns anos, antes da era digital de smartphones e redes 4G, uma fila de banco era o pior castigo que um ser humano poderia passar na vida (risos). Hoje, mesmo com as grandes filas, ter um celular e internet aliviou o castigo.

A fila

Naquela época, podíamos praticar a nossa habilidade de ter paciência (ou não). E não apenas a paciência era testada, mas, também a nossa honestidade (risos). Não vou dar exemplos, imaginem aí.

Em sua sala de aula, como anda a sua paciência e honestidade com seus alunos? Você o engana, às vezes? Ah, não pense que estou falando sobre indisciplina e etc. e tal. Sua paciência e honestidade pode ser medida de outra forma. Assim:
  1. O que faz para fazer um aluno entender um conteúdo específico, mesmo depois de pelo menos 5 explicações diferentes?
  2. Você cumpre com a cronologia dos conteúdos de acordo com o seu planejamento?
  3. Você dá prioridade para Álgebra porque não gosta de Geometria?
  4. Você não usa demonstrações matemáticas porque acha que não é importante?
  5. Você subestima a capacidade intelectual do seu aluno?
Entre outros exercícios mentais que podemos fazer para julgarmos nossas falhas e acertos, afim de ajudarmos nossos alunos de maneira mais significativa.

5. O atendimento

Você conseguiu tirar sua dúvida no atendimento inicial, pegou uma senha e agora chegou a sua vez de ser atendido. Você explica o seu problema umas 5 vezes e o caixa não entende o seu problema e encaminha para outra pessoa. É frustante.

O atendimento

Há alunos tímidos que não levantam o braço para dizer que não entendeu e prefere ir até a mesa do professor para obter mais orientações e assim concluir sua tarefa. Infelizmente o aluno volta para a sua cadeira sem nenhuma orientação.

Como professor, qual seria sua posição?
  1. Mandar o aluno pesquisar no livro até achar a resposta.
  2. Pedir para o aluno procurar aulas de reforço.
  3. O aluno não tem grandes dificuldades com o conteúdo daquele momento, porém ainda precisa da orientação do professor. Vendo isso, o professor orientou no ponto certo sobre a dúvida desse aluno.
  4. Se vire sozinho.
Tente imaginar outras situações onde o seu atendimento à sua clientela (alunos) é frustante ou não. Refletir é um ato muito sadio.

6. Saindo do banco

Se o seu problema foi resolvido ou não, a sensação que temos ao sair do banco é de alívio. Concorda? Se o problema foi resolvido melhor ainda. E quando não é resolvido?

E o que acontece em suas aulas quando está quase terminando? Faça mais essa reflexão:
  1. Você conta o tempo para a sua própria aula acabar, olhando para o relógio a cada minuto? Se sim, imagine agora a angústia dos seus alunos contando o tempo para a aula acabar.
  2. Durante as suas aulas você atropela conteúdos, pois acredita que seus alunos não entenderão? Com isso, evitando de ter mais conteúdos para as atividades e avaliações.
Reflita.

Concluindo

Sempre deixo explícito nas postagens do blog que não sou o melhor professor de Matemática do mundo, totalmente sem defeitos. Muito pelo contrários.

São durantes essas postagens que publico no blog, é que reflito sobre cada palavra que digitei e tento aplicar tudo na medida do possível, sempre na base da tentativa, erro e acerto. Portanto, aceitar opiniões positivas e negativas de sua clientela (alunos) ajuda e muito a melhorar suas aulas.

Já no banco...
Edigley Alexandre

Edigley Alexandre

Graduado em Matemática pelo DME na UERN em 2007, leciona Geometria, Matemática e Física. Blogueiro Part-Time desde 2007. Membro do extinto Google+ Create em Português. Seu interesse é compartilhar conhecimento matemático interligado à Tecnologia da Informação e Comunicação, assim como artigos de opinião sobre Educação, Matemática e Educação Matemática.

Os comentários serão moderados pelo autor do blog. Respondo todas as segundas-feiras, terças-feiras e finais de semana.

É muito bom ler comentários, porém atente para algumas regras muito importantes antes de enviar a sua colaboração para este artigo.


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